terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cuidados com o bebê no frio

Foto tirada 06.12.09

Oi amigas!
Como todas sabem, vivo na Inglaterra, um país nada parecido com o nosso Brasil, que além de bonito por natureza é tropical. É muito difícil uma criancinha crescer num lugar como estes, por mais atenciosa e cuidadosa que sou com minha filhota, ainda assim somos surpreendidas pelas diversas consequências de se viver num lugar frio. Além da alimentação, pois não há a mesma variedade de frutas e hortaliças (já sofro só em pensar que daqui a dois meses será o momento de incluir sopinhas, sucos e papinhas de frutas), o clima claro, que acarreta na falta da diversidade de lazer (a pobrezinha fica dentro de casa direto), na quantidade de roupa (nada confortável), ainda tem a saúde. Na minha opinião de certa forma prejudica o bem estar e a qualidade de vida da bebê. Já houve a assadura que contornei rápido, agora estou tentando lidar com o ressecamento da pele e o medo da propagação para uma futura eczema. Até o momento o uso de cremes hidratantes e anti- séptico secativo não teve sucesso. Como já comentei aqui não temos a atenção e a prevenção necessária pela medicina, aqui nada é sério, tudo é NORMAL, isso me intristesse bastante, fico como uma louca procurando alternativas sozinha (no momento estou tentando com o Bepanthen).



Pesquisando encontrei alguns cuidados na Revista Pais e Filhos:

Não precisa deixar de sair de casa só porque o termômetro caiu, claro. Com alguns cuidados, seu recém-nascido vai passar o inverno na temperatura certa.

Antes de sair

O bebê é especialmente sensível às mudanças de temperatura; então, assegure-se de que ele está agasalhado ? mas não demais.

O PROBLEMA: Lábios rachados

Bebês babam. E quando o nariz escorre, lambem. Pois é. Toda essa umidade pode acabar com a proteção da pele, deixando os lábios vulneráveis ao frio e ao vento, diz a dermatologista Sandra Marchese Johnson.

A SOLUÇÃO: Passe protetor labial para evitar rachaduras e hidratar lábios já rachados.

O PROBLEMA: Brotoejas

Não é só durante o verão que seu bebê pode ficar empipocado. Se você exagerar na dose de agasalho pode provocar um aquecimento global. O resultado são as famosas brotoejas, que aparecem quando as minúsculas glândulas de suor ficam entupidas.

A SOLUÇÃO: Vista seu bebê com várias camadas (body, meia, depois calça com pezinho, macacão e casaco...) e vá retirando uma por uma conforme esquenta. Normalmente, a erupção desaparece em alguns dias, mas você pode falar com o pediatra e pedir a indicação de uma pomada.

O PROBLEMA: Superaquecimento

Crianças com menos de 6 meses ainda não são capazes de tremer para manter o calor do corpo e precisam de um pouco mais de proteção que você, mas só um pouco. É bom usar um chapéu ou gorro, porque elas perdem 25% do calor do corpo pela cabeça. Dentro do carro ou do ônibus, a temperatura costuma ser mais alta; por isso, pegue leve. Depois que o termostato do bebê fica mais regulado, basta você tocar nos braços, na nuca ou nas coxas. Se essas áreas estiverem frias, seu filho pode precisar de mais de roupa.

A SOLUÇÃO: Quando sair no frio, ponha luvas e um gorro tipo Ivanhoé (que lembra um elmo). Dentro do carro ou do ônibus, tire o gorro e uma ou mais camadas de roupa e cuide para que o carro fique fresco.

Na hora do banho

Feche a porta do banheiro para deixar o vento de fora e aproveite esse momento para paparicar seu bebê e manter a pele dele macia.

O PROBLEMA: Pele ressecada

No inverno, a pele do bebê pode ficar avermelhada e mais grossa, meio escamosa, especialmente na área do rosto, mais exposta às intempéries. Isso acontece porque, nesta época do ano, o ar é mais frio e, portanto, mais seco, provocando desidratação e esses efeitos colaterais chatos.

A SOLUÇÃO: Você pode dar banho em seu filho todos os dias, claro, mas não exagere na temperatura da água, que deve se manter em torno dos 36 graus. "Também evite sabão ou xampu que contenha fragrâncias ou álcool", diz o dr. Robert Greenberg. É bom também passar um creme hidratante sem perfume cerca de dois minutos após o banho. Troque a fralda e, depois, aproveite para massagear o bebê, o que sempre é uma delícia - para ele e para você.

O PROBLEMA: Eczema

Se você ou seu marido costumam ficar com a pele seca e irritada, é possível que seu filho sofra com isso também. A pele dos bebês com eczema (uma doença crônica da pele conhecida também como dermatite atópica e que provoca vermelhidão, ressecamento, descamação e coceira) não tem proteção suficiente para manter a umidade e evitar irritações. No inverno, com a pele ressecada, bingo!, o eczema se manifesta.

A SOLUÇÃO: Molhar a pele do bebê duas vezes ao dia vai ajudar a mantê-lo hidratado. Ao dar banho, use produtos especiais indicados pelo pediatra apenas nas axilas, no bumbum, nos genitais e pés e lave o resto do corpo apenas com água. Uns dois minutos depois de tirar o bebê da banheira, passe um creme hidratante. Em outro momento do dia, passe água morna (da pia, mesmo) para umedecer a pele, e, depois, aplique o hidratante. Se não melhorar, converse com o pediatra, que pode receitar um creme antiinflamatório.

Ao trocar a fralda

Ainda que seu bebê esteja vestido com várias camadas de roupa, abra uma brecha para verificar a fralda.

O PROBLEMA: Assaduras

O bumbum do bebê pode ficar assado pela primeira vez quando ele começar a comer alimentos sólidos, pois as fezes mudam. Também contribuem para deixar o bebê assado deixar a fralda molhada ou suja por muito tempo, fralda justa, excesso de agasalho e suor.

A SOLUÇÃO: Troque a fralda assim que puder e, se o tempo ajudar, deixe seu bebê ficar sem ela de vez em quando. Claro que, no inverno, não é fácil. Uma solução pode ser apelar para fraldas de pano uma vez ou outra. Não use fralda apertada demais. Se seu filho tende a ter assaduras, experimente um tamanho maior (tipo G se ele usa M). Evite usar talco (até mesmo maisena), que pode ser perigoso ao ser inalado. Use pomada contra assaduras, que forma uma barreira protetora contra agressões externas.

O PROBLEMA: Sapinho

Observe se existe alguma erupção vermelha com pequenas bolinhas brancas. Seu bebê pode estar contaminado com o mesmo fungo que provoca candidíase. Sim, aquele mesmo da desagradável infecção vaginal e que também ataca a área da boca, também popularmente conhecido como sapinho.

Esse fungo cresce em local úmido e quente, igualzinho à área que fica encoberta pela fralda, mas também pode prosperar nas dobras da pele em outras regiões do corpo. "Uma infecção com fungos também pode ocorrer depois que o bebê ou mesmo sua mãe que o amamenta tomou algum tipo de antibiótico", diz o dr. Greenberg.

A SOLUÇÃO: Se a irritação não melhorar com o tratamento normal de assaduras, procure seu pediatra ou um dermatologista, que pode prescrever um creme antifungo adequado para o caso do seu bebê. Não é nada grave ou preocupante, mas é importante tratar direitinho.

Outras problemas que vêm com o frio

Agora no inverno, as crianças sofrem bem mais com gripes, resfriados, e infecções respiratórias, como otite, por exemplo. Não é que o frio seja o causador dessas doenças, o que acontece é que, nessa época do ano, passamos mais tempo em ambientes fechados. Ou seja, um campo propício para os vírus se proliferarem. Entenda mais sobre essas doenças e veja como você pode prevenir que seu bebê as contraia.

Gripe

Causada pelo vírus Influenza, a gripe apare mais durante os meses frios do ano. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações mais sérias, como sinusite, infecção de ouvido e pneumonia. Os sintomas são: febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta, tosse seca, etc. Em bebês, nem sempre os sintomas são tão típicos. Às vezes, a doença se manifesta por diarréia, vômito e, depois, os sintomas respiratórios.

COMO TRATAR: Há dois tipos de tratamentos: para aliviar os sintomas (com anti-térmicos, analgésicos, antipiréticos, xarope para tosse, descongestionante, etc) e os específicos que atacam diretamente o vírus da gripe. Esses são os anti-virais, e já tem no Brasil um xarope para crianças a partir de um ano de idade.

COMO PREVENIR:

Vacina contra a gripe: a Sociedade Brasileira de Pediatria indica a vacinação em crianças menores de cinco anos.

Limite o contato da criança com pessoas gripadas e resfriadas, e evite ambientes fechados, sem circulação de ar.

Lave as mãos: o vírus da gripe e do resfriado é transmitido por contato indireto. Só espirrar na mão, por exemplo, e em seguida tocar em algum objeto, já é o suficiente para contaminá-lo.

Use lenço: para evitar de os germes ficarem grudados nas mãos, quando espirramos, prontos para contaminarem outras pessoas ou objetos.

E REMEDIAR:

Muita água! Com febre, transpira-se mais. Essa perda de fluidos do organismo pode causar desidratação.

Banhos prolongados, com água morna, ajudam a diminuir a febre e aliviar o desconforto que ela causa.

Inalação do vapor de água fervida com um punhado de sálvia fresca ou desidratada ou mesmo hortelã, para ajudar a expectorar.

Lavar o nariz com soro fisiológico morno. Pode colocar também 1 ou 2 gotas de solução de própolis alcoólica a 5% em 60 ml de soro. Ajuda a expulsar o catarro.

(As inalações podem fazer mesmo em bebê, de 3 a 4 vezes por dia).

Otites

Bem comum em bebês de 6 meses a 2 anos de idade, as otites são inflamações e infecções do ouvido. O tipo mais frequente em criança é a otite aguda, que representa um terço do atendimento médico pediátrico. Isso porque a tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontalizada, o que facilita a ascensão de germes, causando a infecção. Ela é uma infecção, por isso, locais fechados propiciam a propagação da doença.

COMO TRATAR: Geralmente, o pediatra trata a doença com antibióticos, anti-inflamatórios e/ou analgésicos. Só não medique seu filho sem a orientação de um médico. Isso pode esconder os sintomas sem tratar de fato a causa da doença.

COMO PREVENIR: Por ser causada por um vírus, a melhor forma de prevenir é evitar ambientes fechados, sem ventilação. Não deixe seu bebê ficar do lado de pessoas que fumam e agasalhe-o bem do frio. Apesar de a temperatura não causar a infecção, a sensação de gelado agride a pele e agrava a dor.

3 comentários:

  1. Essa pele tem de ser cuidada mesmo,pense numa pele linda!!Fico orgulhosa por ver minha filha Betânia tão super mãe.Parabéns por tudo que vc ensina aqui neste blog, sinceramente acho este blog riquissímo, e de muito bom gosto.Beijos da
    Mamãe e vovó Cacira

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  2. Boa noite!! Por acaso vc sabe onde consigo comprar esse gorro tipo ivanhoe??
    Obrigada. Helena

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  3. Olá Helena,
    Tem um blog que postou a receita de gorro tipo Ivanhoé, segue a URL:
    http://arthands.blogspot.com/2008/05/capuz-ivanho-tric.html
    Postei aqui o artigo que li na resvista on line Pais e Filhos, mas eu mesma não chegue a utilizá-lo amiga, nunca encontrei e como aqui acesso a linhas e agulhas para fazer é difícil fiquei a desejar... Se vc não não conseguir aconselharia aos gorros que cobrem as orelhas e um casaco com golas bem fofinhas e altas, pois a proteção seria a mesma.
    Maria Fuller.

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Obrigada pelo seu carinho, sua opinião é sempre bem vinda

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